E agora, Dunga? PDF Imprimir E-mail
Escrito por mau10   
Ter, 09 de Março de 2010 23:05
AddThis Social Bookmark Button

A grande dúvida que assola todos os botequeiros deste país varonil é se o Dunga deve ou não levar o Adriano para a Copa, devido aos fatos recentes e "notórios e conhecidos", como diz o mestre de Relações Públicas e queimador de filme Marcos Braz, do Flamengo. Garrafas e garrafas de cervejas, caipirinhas, rabos de galo, litros de vinhos chapinha são sofregamente consumidos assim como as sinapses dos técnicos que circulam por (coloque aqui o bairro boêmio de sua cidade favorita).

Meu chapa Chineleira acha que não tem problema nenhum em ter um camarada que é chegado em uma. Primeiro, porque conta-se aos montes o número de "Atletas de Baco". Segundo, que Chineleira se lembra bem dos tempos em que atuava como goleiro, defendendo a meta com um copo de cerveja em uma mão e um cigarro na outra. Segundo ele, só era problema quando a bola acertava a garrafa, colocada estrategicamente ao lado da trave. "Cerveja perdida era desesperador. Pior que tomar um frango", lamenta ele. Por outro lado, a horda dos politicamente corretos defende que álcool, cigarro e outras cositas más não tem nada a ver com uma atividade sadia, como é o futebol profissional. Como se o time do convento fosse octacampeão mundial. Não é.

Eu, particularmente, acho que se estivéssemos falando de um jogador que fosse titular absoluto, craque, gênio e que pudesse ganhar a copa sozinho, acho que este cara teria que estar na selecinha (read my lips: Garrincha). Agora, nem titular Adriano é. Os tempos de imperador de Milão ficaram para trás, HÁ MUITO TEMPO. Pelo visto, nem na Chatuba ele manda direito, pela quantidade de crocks que sua personal socaitor desferiu nele (pedir para o trafica amarrar a moça na árvore é MUITO LOSER). Sem contar a questão da pança, que não dá moral nenhuma para flamenguista falar do Ronaldo. Aliás, saber que um atleta como Adriano está com 106 quilos me serviu de consolo sobre minha própria condição física.

Eu recomendo uma leitura obrigatória, mesmos para os que não gostam de futebol: Estrela Solitária, biografia sobre Garrincha, escrita por Ruy Castro. Nele, um triste relato do como o alcoolismo pode destruir talentos e vidas. E, para terminar, uma frase de outro cachaceiro-boleiro, George Best: "Metade do meu dinheiro gastei com mulheres, bebidas e carros. O resto, eu desperdicei". Só Tim Maia seria capaz de dizer algo deste calibre.

Última atualização em Ter, 09 de Março de 2010 23:56